Archive for Janeiro 2008
Um dia, vivi sem.
Já contei fatos para alguns amigos, familiares e minha namorada… mas compartilhar isso com outras pessoas é sempre bom. Eu aprendi muito quando saí do Brasil e fui morar na Europa, mais precisamente na Espanha (Península), mais precisamente numa cidade chamada Silleda, de 8,000+ habitantes, em Galícia. Portanto, talvez você possa refletir um pouco com o que eu estou prestes a relatar.
Saí do Brasil depois de 1 semana no Rio, mais precisamente Cabo Frio, lindo lugar, lindas pessoas. Chegando em Lisboa, Portugal, tudo mais lindo ainda. Ar puro, atmosfera limpa, um céu azul como nunca vi antes. O Sol brilhava, quase me cegava, depois de quase 16 horas dentro de um avião, meus olhos agradeciam ver tanta coisa. Mais algumas horas de van, chego em Santiago de Compostela, uma das mais conhecidas cidades da província de Pontevedra, Galícia. O apartamento onde minha mãe morava era lindo, certamente tive uma passagem muito boa por ali, um nível de qualidade vida elevadíssimo em relação ao Brasil. A Espanha é um ótimo lugar pra se viver. Mas talvez não nos “pueblos”, cidadezinhas pequenas. Pessoas de costumes rústicos, reservados, e às vezes até preconceituosos pra dizer a verdade. Brasileiro não é muito bem-visto em cidades espanholas de poucos habitantes. Talvez no Reveillon, Carnaval ou Natal, onde as pessoas bebem e todos são ótimas pessoas; Talvez.
Detalhes não preciso citar, prefiro ir direto ao ponto. Meu círculo social diminuiu em 360º, não consegui fazer amigos. Até joguei num time de futebol local, mas a recepção não foi tão calorosa assim. Eu queria me involver, fazer amigos, ter uma vida normal. Não consegui. Sentia muita falta dos velhos tempos… e mais do que nunca, de falar minha língua, os palavrões, gírias e piadas internas que fazem um círculo de amizade interessante e gostoso de se vivenciar. Eu estive longe de tudo que eu sempre tive, e que, de certa forma, não dava o devido valor. Desde condimentos que no Brasil se fazem presentes na nossa mesa, até a falta de escrúpulos e a sensação de se sentir â vontade em qualquer lugar. Eu senti falta da tão pobre cultura em que eu achei ter vivido miseravelmente até então, de coisas tão mínimas que só quem já viveu uma situação parecida poderia entender perfeitamente. Mas, como tudo é uma lição a se aprender, eu aprendi que, depois daquilo, não precisaria perder mais nada pra dar valor. O nosso país tem taxas e impostos altíssimos, corrupção e sensacionalismo político, escândalos, desigualdade social e muita pobreza – mas é o nosso lar. É aqui que eu nasci, é aqui que eu vi tudo acontecer. Não foi vendo um filme de Hollywood nem comendo paella que as coisas aconteceram na minha vida; Não foi assim que eu aprendi a caminhar com as próprias pernas.
Hoje, eu respiro o ar da minha cidade com muito orgulho e consciência. Eu sinto os pássaros sobrevoarem o telhado da minha casa enquanto eu durmo, eu sinto o cheiro da grama e da terra quando chove. Aprendi a valorizar a natureza, as pessoas, principalmente meus amigos… os relacionamentos, como o meu namoro, que mesmo que recente, é uma coisa espetacular e que me faz feliz demais. Hoje eu dou valor ao meu pensamento, pois um dia vivi sem ele.
Oculto
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Sobre a sorte e a falta dela…
Ouvi dizer há um tempo atrás sobre sorte.
Sempre fui um pouco desligado de qualquer tipo de fé e acho que sorte nada mais é do que isso, acreditar que pode e fazer acontecer… e como resultado, atribuir mérito a sorte. É normal, quase todos fazem. Não sabem assumir, não querem assumir e acham legal a idéia de ter algo ou alguém a quem culpar ou agradecer. Deus e o Diabo vivem como bodes expiatórios de grande parte das pessoas… todas as coisas boas são atribuídas a Deus e todas as tragédias são atribuídas ao Diabo.
NINGUÉM FAZ NADA?! Ninguém consegue assumir que tem responsabilidade sobre seus atos? É um disparato achar que é guiado por alguém. Se for assim: quero desistir agora e deixar o tal guia me levar pra onde o tal do destino já marcou. Eu posso ficar parado e esperar, não é?!
Estou feliz ultimamente e não quero atribuir isso nem a Deus, Diabo, sorte, destino ou qualquer coisa. Acho que é fruto de tudo o que fiz ou deixei de fazer, acho que outras pessoas influenciam e que podem mudar tudo. Mas jamais creditarei nada em nome de alguém que não o fez.
E se milagres acontecem, deixam de ser milagres.
De cara quebrada, a Coragem.
Foram tantas paixões, que na verdade não sei se foram realmente. Você chegou, e, pra enfatizar uma rima cliché: tudo mudou. Como se, todas as minhas experiências teriam valido nada pois me sinto cúmplice de um configurado crime, um juramento de amor. O sentimento só cresce, amadurece, cada vez mais… aparece; nunca esmaece. Como nenhuma outra pessoa já fez, hoje meu coração bate junto ao seu, numa sincronia perfeita e clara! Nunca foi assim. Talvez eu tenha sempre evitado, talvez o tão lendário “destino” o tenha evitado, desviado do meu caminho: esse sentimento tão sincero e verdadeiro – o qual só quero sentir por você, e que você só quer sentir por mim.

Já não nos imaginamos distante um do outro, isso desespera: coração acelera, a alma encolhe. O pra sempre não acaba, os nomes de importância estão aí pra provar. Você não demorou, veio no tempo certo e é tudo o que eu sempre quis.
Bis. Tudo o que eu sempre quis.
Ilust. Justin Maller & Von
Introduzo.
Essa página. Essa página branca. Aquela, esta fonte, tipografia velha, antiga, manjada, descarada, comum, usada. Porém normal. Isso aqui vai ser o lugar onde eu despejarei todas as palavras que, depois de um alvoroço psicológico, vao ser geradas dentro de um infinito. Pra serem escolhidas, rapidamente… e ganhar valor, passar a existir, em um momento comum, com outras palavras. Romantismo épico, moderno, mórbido. Poesia, escrota por nao ser da minha época. Palavroes, eu os adoro, e você? Fotos. Links… vídeos. Tudo isso, e mais aquilo.
Eu flutuo… vôo, desapareço na imensidao de letras, que formam desejos, que se transformam atos, que vêm pra cá. E saem, logo depois de você ler, e imaginar. Antes ou depois de dormir, elas ficam aí, com você. Até seu último suspiro. Até o meu.
Tragédias já!
O começo.Até um blog exige um começo, uma origem, um fator que motive o resto.
Aqui então posso explicar o motivo pelo qual decidi escrever. E aqui vai: exposição de idéias sem busca de aprovação ( nas salas de aula isso não vem dando certo ), escrever simplesmente ( não é muito claro isso… e o que é claro? ), ter onde ler o que escrevo ( cansei dos cadernos e dos textos inanimados do Word ), resumir pensamentos sobre diversos assuntos e temas e principalmente, me contradizer…. É, me contradizer… quero que com o decorrer do tempo, minhas opiniões percam valor e sentido. Quero mudanças e fatos sobre elas. Quero poder ler os textos e ver resultados através deles. Quero ver influências e desafetos. Quero ouvir falar sobre, independente de como. Só não quero a indiferença: o mais gelado e temido dos sentimentos… a pior das reações e a origem de qualquer decepção.
Primeira tentativa:
“Tragédias, Já! “
Pode parecer meio brusco, rude ou insensível. Mas pelo o que seremos reconhecidos no futuro?
O mundo vive de tragédias. São elas que marcam épocas. Pelo o que seremos lembrados? Cadê as guerras? Os assassinatos repentinos de pessoas realmente importantes? ( PC Farias, não conta ). Não temos uma grande guerra mundial, não temos líderes expressivos e não temos porque lutar, reclamar ou declamar. Não existe inimigo e não existe amigo. Não existe nem o bom ou mau exemplo. Existe comodismo, conformismo, fanatismo, ufanismo, racismo, Chico Anísio e afins….
Existe até cotas! Vê se pode!? Você quer acabar com o preconceito mensurando as vítimas? Você quer que uma vítima ganhe respeito dando a ela uma vaga com menos merecimento em algum lugar qualquer ( faculdade, emprego público… )? No futuro talvez isso tudo seja motivo de descrença, piada ou até folclore… mas é assim que acontece. Quero estar errado. Quero que essas sejam as soluções. Que o mundo tranqüilo e sem sal de hoje seja realmente algo mais próximo do ideal do que aquele mundo antigo, onde se guerreava contra quem merecia, onde se brigava com quem merecia e onde mortes tinham sentido ( pra quem quis morrer, é claro ).
Não que eu queira fazer parte de algum Holocausto ou uma Guerra Mundial ( não teria fibra pra isso, não sei brigar, não aprendi e depois de um tempo se torna realmente desnecessário aprender ), mas acho que o futuro nos reserva o esquecimento. Falarão de nós com desprezo e desprendimento. Os livros de história nos reservarão no máximo um capítulo. Nenhum gênio do futuro vai citar algum de nós como referência. Podemos ser conhecidos como a época mais sem graça de toda a história. Conhecidos por nada fazer, por nada brigar e por nada criar. Não culpe os pais e não se culpem. Os seres se adaptam e nos adaptamos a xatice, comodismo e indiferença.
Feliz 2008 :*
