Por Nelson Balaban & Hugo Viana

Archive for Janeiro 28th, 2008

Introduzo.

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Essa página. Essa página branca. Aquela, esta fonte, tipografia velha, antiga, manjada, descarada, comum, usada. Porém normal. Isso aqui vai ser o lugar onde eu despejarei todas as palavras que, depois de um alvoroço psicológico, vao ser geradas dentro de um infinito. Pra serem escolhidas, rapidamente… e ganhar valor, passar a existir, em um momento comum, com outras palavras. Romantismo épico, moderno, mórbido. Poesia, escrota por nao ser da minha época. Palavroes, eu os adoro, e você? Fotos. Links… vídeos. Tudo isso, e mais aquilo.

Eu flutuo… vôo, desapareço na imensidao de letras, que formam desejos, que se transformam atos, que vêm pra cá. E saem, logo depois de você ler, e imaginar. Antes ou depois de dormir, elas ficam aí, com você. Até seu último suspiro. Até o meu.

Escrito por Nelson Balaban

Janeiro 28, 2008 em 7:19 am

Publicado em Individual, Profundamente

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Tragédias já!

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O começo.Até um blog exige um começo, uma origem, um fator que motive o resto.
Aqui então posso explicar o motivo pelo qual decidi escrever. E aqui vai: exposição de idéias sem busca de aprovação ( nas salas de aula isso não vem dando certo ), escrever simplesmente ( não é muito claro isso… e o que é claro? ), ter onde ler o que escrevo ( cansei dos cadernos e dos textos inanimados do Word ), resumir pensamentos sobre diversos assuntos e temas e principalmente, me contradizer…. É, me contradizer… quero que com o decorrer do tempo, minhas opiniões percam valor e sentido. Quero mudanças e fatos sobre elas. Quero poder ler os textos e ver resultados através deles. Quero ver influências e desafetos. Quero ouvir falar sobre, independente de como. Só não quero a indiferença: o mais gelado e temido dos sentimentos… a pior das reações e a origem de qualquer decepção.
Primeira tentativa:
“Tragédias, Já! “

Pode parecer meio brusco, rude ou insensível. Mas pelo o que seremos reconhecidos no futuro?
O mundo vive de tragédias. São elas que marcam épocas. Pelo o que seremos lembrados? Cadê as guerras? Os assassinatos repentinos de pessoas realmente importantes? ( PC Farias, não conta ). Não temos uma grande guerra mundial, não temos líderes expressivos e não temos porque lutar, reclamar ou declamar. Não existe inimigo e não existe amigo. Não existe nem o bom ou mau exemplo. Existe comodismo, conformismo, fanatismo, ufanismo, racismo, Chico Anísio e afins….
Existe até cotas! Vê se pode!? Você quer acabar com o preconceito mensurando as vítimas? Você quer que uma vítima ganhe respeito dando a ela uma vaga com menos merecimento em algum lugar qualquer ( faculdade, emprego público… )? No futuro talvez isso tudo seja motivo de descrença, piada ou até folclore… mas é assim que acontece. Quero estar errado. Quero que essas sejam as soluções. Que o mundo tranqüilo e sem sal de hoje seja realmente algo mais próximo do ideal do que aquele mundo antigo, onde se guerreava contra quem merecia, onde se brigava com quem merecia e onde mortes tinham sentido ( pra quem quis morrer, é claro ).
Não que eu queira fazer parte de algum Holocausto ou uma Guerra Mundial ( não teria fibra pra isso, não sei brigar, não aprendi e depois de um tempo se torna realmente desnecessário aprender ), mas acho que o futuro nos reserva o esquecimento. Falarão de nós com desprezo e desprendimento. Os livros de história nos reservarão no máximo um capítulo. Nenhum gênio do futuro vai citar algum de nós como referência. Podemos ser conhecidos como a época mais sem graça de toda a história. Conhecidos por nada fazer, por nada brigar e por nada criar. Não culpe os pais e não se culpem. Os seres se adaptam e nos adaptamos a xatice, comodismo e indiferença.
Feliz 2008 :*

Escrito por Hugo Viana

Janeiro 28, 2008 em 5:11 am