Tragédias já!
O começo.Até um blog exige um começo, uma origem, um fator que motive o resto.
Aqui então posso explicar o motivo pelo qual decidi escrever. E aqui vai: exposição de idéias sem busca de aprovação ( nas salas de aula isso não vem dando certo ), escrever simplesmente ( não é muito claro isso… e o que é claro? ), ter onde ler o que escrevo ( cansei dos cadernos e dos textos inanimados do Word ), resumir pensamentos sobre diversos assuntos e temas e principalmente, me contradizer…. É, me contradizer… quero que com o decorrer do tempo, minhas opiniões percam valor e sentido. Quero mudanças e fatos sobre elas. Quero poder ler os textos e ver resultados através deles. Quero ver influências e desafetos. Quero ouvir falar sobre, independente de como. Só não quero a indiferença: o mais gelado e temido dos sentimentos… a pior das reações e a origem de qualquer decepção.
Primeira tentativa:
“Tragédias, Já! “
Pode parecer meio brusco, rude ou insensível. Mas pelo o que seremos reconhecidos no futuro?
O mundo vive de tragédias. São elas que marcam épocas. Pelo o que seremos lembrados? Cadê as guerras? Os assassinatos repentinos de pessoas realmente importantes? ( PC Farias, não conta ). Não temos uma grande guerra mundial, não temos líderes expressivos e não temos porque lutar, reclamar ou declamar. Não existe inimigo e não existe amigo. Não existe nem o bom ou mau exemplo. Existe comodismo, conformismo, fanatismo, ufanismo, racismo, Chico Anísio e afins….
Existe até cotas! Vê se pode!? Você quer acabar com o preconceito mensurando as vítimas? Você quer que uma vítima ganhe respeito dando a ela uma vaga com menos merecimento em algum lugar qualquer ( faculdade, emprego público… )? No futuro talvez isso tudo seja motivo de descrença, piada ou até folclore… mas é assim que acontece. Quero estar errado. Quero que essas sejam as soluções. Que o mundo tranqüilo e sem sal de hoje seja realmente algo mais próximo do ideal do que aquele mundo antigo, onde se guerreava contra quem merecia, onde se brigava com quem merecia e onde mortes tinham sentido ( pra quem quis morrer, é claro ).
Não que eu queira fazer parte de algum Holocausto ou uma Guerra Mundial ( não teria fibra pra isso, não sei brigar, não aprendi e depois de um tempo se torna realmente desnecessário aprender ), mas acho que o futuro nos reserva o esquecimento. Falarão de nós com desprezo e desprendimento. Os livros de história nos reservarão no máximo um capítulo. Nenhum gênio do futuro vai citar algum de nós como referência. Podemos ser conhecidos como a época mais sem graça de toda a história. Conhecidos por nada fazer, por nada brigar e por nada criar. Não culpe os pais e não se culpem. Os seres se adaptam e nos adaptamos a xatice, comodismo e indiferença.
Feliz 2008 :*

Amei a idéia da contradição e de observar a própria evolução. Amei o texto e já te disse, o que eu não vou amar por aqui? Atualiza sempre que terá uma leitora assídua aqui.
Beujo!
Yayá
Janeiro 29, 2008 em 3:39 pm
Muito bom
sou feliz por ter o blog contigo, meu véi.
Nelson Balaban
Janeiro 29, 2008 em 5:27 pm