Por Nelson Balaban & Hugo Viana

Archive for the ‘Randômico e Aleatório’ Category

Sobre a sorte e a falta dela…

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Ouvi dizer há um tempo atrás sobre sorte.

Sempre fui um pouco desligado de qualquer tipo de fé e acho que sorte nada mais é do que isso, acreditar que pode e fazer acontecer… e como resultado, atribuir mérito a sorte. É normal, quase todos fazem. Não sabem assumir, não querem assumir e acham legal a idéia de ter algo ou alguém a quem culpar ou agradecer. Deus e o Diabo vivem como bodes expiatórios de grande parte das pessoas… todas as coisas boas são atribuídas a Deus e todas as tragédias são atribuídas ao Diabo.

NINGUÉM FAZ NADA?! Ninguém consegue assumir que tem responsabilidade sobre seus atos? É um disparato achar que é guiado por alguém. Se for assim: quero desistir agora e deixar o tal guia me levar pra onde o tal do destino já marcou. Eu posso ficar parado e esperar, não é?!

Estou feliz ultimamente e não quero atribuir isso nem a Deus, Diabo, sorte, destino ou qualquer coisa. Acho que é fruto de tudo o que fiz ou deixei de fazer, acho que outras pessoas influenciam e que podem mudar tudo. Mas jamais creditarei nada em nome de alguém que não o fez.

E se milagres acontecem, deixam de ser milagres.

Escrito por Hugo Viana

Janeiro 29, 2008 em 5:53 pm

Tragédias já!

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O começo.Até um blog exige um começo, uma origem, um fator que motive o resto.
Aqui então posso explicar o motivo pelo qual decidi escrever. E aqui vai: exposição de idéias sem busca de aprovação ( nas salas de aula isso não vem dando certo ), escrever simplesmente ( não é muito claro isso… e o que é claro? ), ter onde ler o que escrevo ( cansei dos cadernos e dos textos inanimados do Word ), resumir pensamentos sobre diversos assuntos e temas e principalmente, me contradizer…. É, me contradizer… quero que com o decorrer do tempo, minhas opiniões percam valor e sentido. Quero mudanças e fatos sobre elas. Quero poder ler os textos e ver resultados através deles. Quero ver influências e desafetos. Quero ouvir falar sobre, independente de como. Só não quero a indiferença: o mais gelado e temido dos sentimentos… a pior das reações e a origem de qualquer decepção.
Primeira tentativa:
“Tragédias, Já! “

Pode parecer meio brusco, rude ou insensível. Mas pelo o que seremos reconhecidos no futuro?
O mundo vive de tragédias. São elas que marcam épocas. Pelo o que seremos lembrados? Cadê as guerras? Os assassinatos repentinos de pessoas realmente importantes? ( PC Farias, não conta ). Não temos uma grande guerra mundial, não temos líderes expressivos e não temos porque lutar, reclamar ou declamar. Não existe inimigo e não existe amigo. Não existe nem o bom ou mau exemplo. Existe comodismo, conformismo, fanatismo, ufanismo, racismo, Chico Anísio e afins….
Existe até cotas! Vê se pode!? Você quer acabar com o preconceito mensurando as vítimas? Você quer que uma vítima ganhe respeito dando a ela uma vaga com menos merecimento em algum lugar qualquer ( faculdade, emprego público… )? No futuro talvez isso tudo seja motivo de descrença, piada ou até folclore… mas é assim que acontece. Quero estar errado. Quero que essas sejam as soluções. Que o mundo tranqüilo e sem sal de hoje seja realmente algo mais próximo do ideal do que aquele mundo antigo, onde se guerreava contra quem merecia, onde se brigava com quem merecia e onde mortes tinham sentido ( pra quem quis morrer, é claro ).
Não que eu queira fazer parte de algum Holocausto ou uma Guerra Mundial ( não teria fibra pra isso, não sei brigar, não aprendi e depois de um tempo se torna realmente desnecessário aprender ), mas acho que o futuro nos reserva o esquecimento. Falarão de nós com desprezo e desprendimento. Os livros de história nos reservarão no máximo um capítulo. Nenhum gênio do futuro vai citar algum de nós como referência. Podemos ser conhecidos como a época mais sem graça de toda a história. Conhecidos por nada fazer, por nada brigar e por nada criar. Não culpe os pais e não se culpem. Os seres se adaptam e nos adaptamos a xatice, comodismo e indiferença.
Feliz 2008 :*

Escrito por Hugo Viana

Janeiro 28, 2008 em 5:11 am